domingo, 22 de janeiro de 2012

um pouco da 2° guerra mundial


Do Dia-D ao Fim da Guerra 1944-45 

 No dia seis de junho de 1944, chamado o Dia-D, o dia decisivo, os aliados ocidentais desembarcaram nas costas da França, dando início ao fim da II Guerra Mundial, começada cinco anos antes pela invasão nazista à Polônia. Simultaneamente ao desembarque do lado ocidental, no Leste da Europa, a URSS lançou uma poderosa ofensiva contra os nazistas, levando tudo de roldão. Onze meses depois a Alemanha nazista rendia-se para os vencedores. O Japão, aliado dos nazistas, a seguiu quatro meses depois. Em agosto de 1945, todas as ações militares haviam sido suspensas, terminara a maior e pior guerra que a humanidade jamais travara.

O Dia-D e Suas Conseqüências

 
O maior desembarque de todos os tempos 
No seis de junho de 1944, o Dia-D, deu-se a maior operação militar aeronaval da história. Naquela data, 155 mil homem dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista.
Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o primórdio do colapso

final do III Reich, o império que, segundo a propaganda nazista, deveria durar mil anos.


 O Clamor pela "Segunda Frente
Desde 1942, os soviéticos, que estavam sofrendo horrores para deter e fazer os nazistas recuarem da URSS, vinham clamando para que seus aliados ocidentais, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, abrissem um fronte no ocidente para aliviar a fortíssima pressão que o exército alemão exercia sobre o território russo. Desde que ocorrera a invasão do solo soviético em 22 de julho de 1941, a Wehrmacht havia conquistado imensas fatias do território russo, fazendo com que a sua linha ofensiva saísse da região de Leningrado, no Norte do país, se estendesse em direção a linha Moscou-Smolesk, chegando até o Cáucaso, a cadeia de montanhas bem ao sul da URSS.

Stalingrado 1942/1943 
 Os soviéticos haviam finalmente invertido a maré da guerra na batalha de Stalingrado, no inverno de 1942/43, mas as perdas humanas e materiais eram colossais. O 6º exército alemão, comandado pelo marechal Paulus, rendeu-se ao marechal Zukov depois de ter perdido mais de 300 mil homens nas ruínas e nas cercanias daquela cidade do Volga.
Os aliados ocidentais, num primeiro momento, comprometeram-se a abastecer os soviéticos através da rota do ártico, pelos portos de Murmansk e Arcangel, mas isso não era suficiente para minorar os sofrimentos do povo russo. Em 1942, os anglo-canadenses fizeram uma tentativa de desembarque no litoral ocidental, em Dieppe, na Bélgica, mas foram quase dizimados pelas defesas nazistas.
Os aliados ocidentais concluíram que as forças nazistas eram muito poderosas ainda para tentar-se um desembarque em larga escala. Resolveram então primeiro atacar o fronte sul das forças do Eixo: o norte da África e, em seguida, a Itália. Em fins de 1942, um exército americano desembarcou na Argélia, conjugado com uma ofensiva britânica na Líbia, levaram o "África Korps" o exército de elite dos alemães, comandado pelo marechal Rommel à rendição na Tunísia em princípios de 1943. Logo em seguida os aliados avançam para a Sicília, e dali para a península italiana.
O primeiro resultado político positivo dessa operação foi a queda do ditador fascista Benito Mussolini. No dia 25 de julho de 1943, o Grande Conselho Fascista, por pressão do rei da Itália e do Exército, destituiu e prendeu Mussolini, que se mostrara incapaz de fazer os americanos e ingleses recuarem do solo italiano. Pouco tempo depois, os italianos abandonam a guerra e negociam uma paz em separado com os aliados. A defecção deles obrigou os nazistas a deslocarem parte de suas forças ocidentais para tapar a brecha italiana aberta pelos aliados.
 
A Decisão da Invasão 

O ataque aero-naval só poderia dar-se durante o verão europeu. Somente naquela estação era possível realizar-se uma operação na escala desejada. Desde que Hitler desistira de invadir a Inglaterra em 1940, ele determinara a construção da chamada "Muralha do Atlântico", um conjunto de fortificações de concreto, bunkers, que tinham a função de proteger as suas defesas de um ataque de surpresa vindo do mar. Também esperavam que este ocorresse na região de Calais, onde o Canal da Mancha, que separa a França da Inglaterra, e mais estreito, concentrando ali a maioria das suas divisões.
Hitler e o marechal Rommel palpitaram que era bem possível que os aliados desembarcassem na Normandia porque lá encontrariam os dois grandes portos capazes de acolher a enorme quantidade de homens e de material bélico que estavam concentrados no Sul e Sudoeste da Inglaterra: os portos franceses de Le Havre e Cherbourg. Finalmente os aliados decidiram- se por fazê-lo no verso de 1944, Aproveitando-se de uma momentânea melhoria climática, o general Eisenhower, comandante supremo dos aliados ordenou que aquela imensa força se deslocasse no dia seis de junho.



A Invasão

Na madrugada daquele dia, foram lançados nas proximidades de Cherburgo uma leva de tropas pára-quedistas para dar proteção ao desembarque que ocorreria a seguir pela manhã. Às 6h30, milhares de pequenos barcos começaram a despejar os soldados: americanos nas praias de codinome "Utah" e "Omaha", ingleses e canadenses nas praias de "Juno", "Cold4" e "Sword". Apesar da forte resistência feita pelos nazistas, o elemento surpresa foi fundamental.
Houve indecisão no alto comando alemão nas primeiras horas e isso lhes foi fatal. O marechal von Rundstedt, comandante-geral das forças alemãs no Ocidente, acreditava ser possível expulsar os aliados de volta para o mar logo que eles desembarcassem, lançando mão das divisões panzer de reserva. Para o marechal Erwin Rommel, a grande estrela do exército alemão, ao contrário, os invasores não deviam nem chegar a pôr os pés no litoral. Para ele, a superioridade aérea dos americanos e ingleses impediria qualquer possibilidade das tropas alemãs de lançarem-se numa contra-ofensiva.
De fato, já no primeiro dia do desembarque na Normandia, os aliados conseguiram fixar-se firmemente no litoral, começando a avançar para o interior da península de Cherburgo. Simultaneamente, os soviéticos deram início a sua ofensiva de verão em toda a frente oriental; do Báltico, passando pela Bielorússia e Ucrânia, uma gigantesca massa de divisões russas esmagaram as defesas nazistas e chegaram até as portas de Varsóvia, capital da Polônia, em apenas quarenta dias.

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